A lista das dez músicas mais ouvidas do Spotify no Brasil destaca não apenas a ausência de artistas femininas, mas também a forma como as mulheres são retratadas nas letras. A palavra “puta” é a mais utilizada pelos intérpretes masculinos, aparecendo em metade das faixas do Top 10, refletindo a crescente influência do movimento misógino “redpill” nas comunidades virtuais.
A Objetificação Feminina nas Letras de Funk
“Famoso Ímã”, a segunda música mais tocada da semana, ilustra a objetificação feminina com letras que tratam as mulheres como meros objetos de desejo. Versos como “Só marchando as puta” e “Eu não trouxe rosa, só vim te comer” reforçam essa visão depreciativa.
Outras Músicas que Reforçam a Misoginia
Além de “Famoso Ímã”, outras faixas como “Reliquia 2T” e “Carnívoro” perpetuam a mesma narrativa, com letras que evidenciam a desumanização das mulheres. Frases como “Quantas puta mercenária que eu já comi sem colete” são exemplos de como a linguagem utilizada reforça a visão machista e objetificante.
Visão Feminina sobre a Misoginia no Top 10
A artista Valesca Popozuda expressa sua indignação em relação à utilização de termos desrespeitosos nas letras, destacando que a presença feminina nas paradas ainda é muito limitada. Apesar de algumas mulheres estarem respondendo a essa misoginia, a realidade mostra que a perspectiva feminina ainda não alcança o mesmo espaço.
Machismo nas Letras de Músicas Sertanejas
O machismo não é exclusivo do funk. Músicas sertanejas também têm sido alvo de críticas por sua abordagem machista. Pesquisadores analisam como a mulher é retratada de forma passiva e submissa, perpetuando ideologias machistas na sociedade.
Reflexão Necessária
Diante de um contexto social que ainda enfrenta grandes atos de violência contra mulheres, é imprescindível refletir e questionar a normalização de discursos misóginos. Para isso, a música, como forma de arte e comunicação, deve ser um espaço de conscientização e respeito.
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Fonte: https://portalpopline.com.br

Leonardo Menezes é engenheiro civil, músico registrado em associação de músicos, produtor musical e fundador do Music Bowl Idea. Com experiência em arranjos, mixagem e soluções digitais, atua com foco em artistas independentes. Une técnica, sensibilidade e inovação para transformar ideias musicais em projetos acessíveis e profissionais.

