Crítica | Slayyyter: “Worst Girl In America”

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Worst Girl In America (2026, Records / Columbia) é uma obra de excessos. Terceiro e mais recente álbum de estúdio da cantora e compositora norte-americana Slayyyter, o registro não apenas preserva a essência eufórica dos antigos trabalhos da artista, como vai além. São composições que seguem de onde a artista parou em Starfucker (2023) e incorporam novas referências de forma ainda mais intensa e caótica.

Elementos Musicais e Temáticos

Com Dance como música de abertura do disco, Slayyyter revela parte dos elementos que serão explorados ao longo da obra. Enquanto os versos detalham o sentimento de libertação após um relacionamento tóxico, batidas destacadas e sintetizadores ascendentes trazem de volta a mesma atmosfera eufórica que marca os primeiros trabalhos de artistas como Justice e SebastiAn.

Direções Sonoras Diversificadas

A partir desse ponto, cada nova composição leva o álbum para uma direção diferente. Em Beat Up Chanels, são sintetizadores frenéticos e batidas que conduzem o ouvinte em direção às pistas. Minutos à frente, em Gas Station, melodias estilizadas fazem lembrar o som torto do Crystal Castles. Já em Old Technology, é a letra hedonista e a produção exagerada, típica do hyperpop, que orienta o trabalho da artista em estúdio.

Embora parta de uma abordagem deliciosamente exagerada, Slayyyter nunca perde o controle da própria criação. Do uso das vozes, sempre marcadas pelo auto-tune, passando pela construção das batidas e até a escolha dos timbres dos sintetizadores, percebe-se como tudo orbita um mesmo universo criativo.

Vulnerabilidade e Conexão com o Ouvinte

Outro elemento bastante característico do trabalho de Slayyyter em Worst Girl In America diz respeito aos momentos de maior vulnerabilidade da cantora. Mesmo marcado pelo direcionamento festivo, o registro nunca deixa de dialogar com o ouvinte por meio dos sentimentos. Canções como Unknown Loverz e Brittany Murphy destacam a atuação da artista como compositora, ampliando os limites do material.

Identidade Criativa e Influências

Dessa forma, mesmo que seja possível criar paralelos entre a obra de Slayyyter e outros nomes recentes da música pop, principalmente Charli XCX durante a era Brat (2024), prevalece em Worst Girl In America a identidade criativa da estadunidense. Não se trata de algo exatamente novo, afinal, ecos de outros artistas podem ser percebidos durante toda a execução do álbum.

A diferença é que, pela primeira vez, a cantora parece capaz de organizar suas ideias, fazendo dessa propositada desordem um estímulo para o material. Precisa de serviços relacionados a música? Entre em contato agora mesmo com nossa equipe contato!

Fonte: https://musicainstantanea.com.br

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