Crítica do Álbum “Distracted” de Thundercat: Um Retorno Colaborativo

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Mesmo que seis anos tenham se passado desde que Stephen Bruner deu vida ao último álbum de estúdio do Thundercat, It Is What It Is (2020), o instrumentista norte-americano se manteve ativo. Em um intervalo de meia década, o músico não apenas esteve envolvido nos trabalhos de velhos parceiros criativos, caso de Flying Lotus e Kaytranada, como também estreitou laços com novos colaboradores, como Justice e Gorillaz.

O Retorno de Thundercat com "Distracted"

Vem justamente desse intenso aspecto colaborativo o estímulo para o repertório do trabalho que marca o retorno do artista estadunidense, Distracted (2026, Brainfeeder). Das 15 faixas que integram o disco, pelo menos oito delas se abrem para a chegada de nomes importantes da música internacional, além de outros parceiros inusitados, como o ator Haley Joel Osment, com quem divide a divertida Anakin Learns His Fate.

A Essência Musical de Thundercat

Apesar de todas essas movimentações, Distracted em nenhum momento propõe uma grande ruptura em relação aos antigos registros do norte-americano. Dos versos que tratam sobre a dificuldade de lidar com relacionamentos e a solidão disfarçada de comportamento social, passando pela fluidez dos arranjos que transitam entre o funk, o R&B e o neo-soul, tudo ecoa como uma extensão natural da obra de Thundercat.

A Produção e Colaborações

A diferença talvez esteja na forma como Bruner, consciente da própria sonoridade e estética, se concentra em aperfeiçoar ainda mais esse repertório. Não por acaso, o músico divide a produção do registro com o veterano Greg Kurstin, reforçando o esmero do material. Da linha de baixo sempre suculenta ao uso das vozes e diálogos com diferentes colaboradores, há sempre um elemento de destaque esperando o ouvinte.

Elementos de Destaque

Em ThunderWave, por exemplo, são as captações aquáticas e vozes de Willow que conduzem o ouvinte em direção ao pop dos anos 1980. Já em What Is Left To Say, ao lado da banda The Lemon Twigs, harmonias de vozes instantaneamente evocam Bee Gees. Nada que prejudique a entrega de composições ainda íntimas dos antigos trabalhos do músico, como No More Lies, com Tame Impala.

Conclusão

Toda essa multiplicidade de elementos, mesmo quando circula de maneira quase solitária pelo interior do disco, garante ao público uma obra que se esquiva das pequenas repetições estruturais do álbum passado. Os temas, referências e colaboradores, como Flying Lotus e Lil Yachty, em I Did This To Myself, ainda são os mesmos dos registros anteriores, porém o caminho percorrido por Thundercat em estúdio agora é outro.

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Fonte: https://musicainstantanea.com.br

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